A literatura sobre o Caminho de Santiago é farta; muito são os autores e o conteúdo das obras é cheio de espiritualidade, amor, encontros e desencontros ao longo da jornada. Apresentamos, aqui, alguns resumos de livros para o seu deleite.
ÁGUAS PEREGRINAS de Inácio Stoffel
Inácio Stoffel é psicólogo, escritor e leitor aficionado. Publicou “O Enigma dos Cristais” e “Águas Peregrinas”, além de dois livros técnicos e mais de uma centena de artigos sobre psicologia social e organizacional. Águas Peregrinas é uma história sem fronteiras entre o Caminho de Santiago de Compostela e meu próprio caminho interior; é o relato de um mergulho em estados mais profundos de consciência à procura de mim mesmo. Quanto mais eu avançava por aquele leito de águas peregrinas, mais me tornava contemplativo, reflexivo e aberto ao novo. Aos poucos, foi emergindo em mim um ser autêntico, livre da rigidez dos papéis sociais. O ator saía de cena, dando lugar ao agente de seu próprio destino. Entendi que, paradoxalmente, quando diminuímos os excessos de que somos feitos, tornamo-nos maiores. O livro também traz Tiaguito, Padre Eduardo e Gertrud, personagens de ficção cuja história parecia-me poder ler ao longo do Caminho, numa sinconicidade comovente com os eventos e peregrinos reais que encontrava. Eles surgiam à lembrança naturalmente e faziam suas entradas e saídas de cena como que para me socorrer, para que eu pudesse expressar de modo mais confortável minhas próprias vivências, pensamentos e sentimentos. (O autor)
Contato com o autor: inaciostoffel@gmail.com
ALMA LAPIDADA de Sérgio Rubens Garcia
"A um certo momento, o Autor se dispõe a partilhar o que sentiu, e o faz com simplicidade e candura, admitindo que precisou andar o mundo para saber que tudo o que ele espera da vida está dentro de si, mas sem se fechar em si; que nada haveria a buscar fora para apre3ner que sua vida tem sentido. Saiu para aprender a ver, a escutar, para admitir a lição maior de que encontraria em sua própria vida o sentido tão procurado. Na Espanha, toda cidade que se preza tem sua história. Histórias como as del Cid, El Campeador, em Brugos, cidade de Castela e Leão.Aliás, cada uma das estações tem um personagem, a começar por Madame Debril; Maribel; o espalhafatoso Resti (em Castrojeriz); Rosário Nuñes, a poetisa; o carisma de uma mulher no prisma de Tomás de Manjarín; Victória, na romana Tardajos; Mons. Mazarife e Gaudí, em León... personagens sem conta sobre os quais escreve com deliciado encantamento. É desta viagem que trata 'Alma Lapidada'. Aconselho aos que se dispuserem a ler este diáro que não procurem mais um guia de peregrino; para isso existe o guia escrito, o códex calistinus. Nem procurem erudição - embora a tenha e com muita informação -, senão apenas um mergulho nas memórias e histórias de uma alma antiga, que nelas procura a própria identidade e a cada etapa e cobrada a dar consciência de si."
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